Fevereiro 2, 2010
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Para mim, é sintomático da importância do flash que no podcast que gravámos na passada sexta-feira para a Zwame (ainda não está online) não nos lembrámos, sequer, de falar nisso. Isto num programa de mais ou menos uma hora (give or take problemas técnicos).
Qualquer que seja o motivo para a Apple ter barrado a Adobe da festa do iPhone/iPad (vêm-me à cabeça questões técnicas, políticas e estratégicas) a verdade é que não vejo que faça qualquer falta.
Implica a malta que tem vídeos em flash tenha de mudar de plugin? Paciência. Ditto para os sorvedores de tempo que são os jogos online. A caravana passou.
Janeiro 29, 2010
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Não vou aqui repetir à exaustão a lista de novidades e falhanços do iPad. Já há bastantes (demasiadas?) análises dedicadas a esses pontos. Quero sim falar do iPad como um vislumbre do futuro da computação para os próximos 5-10 anos.
Enquanto estava a ver a keynote na passada Quarta-Feira formou-se no meu espírito a ideia de que estávamos perante uma mudança sísmica no que toca à forma de usar e interagir com computadores e, também, a forma como eles se apresentam e fazem o que deles esperamos. A meu ver, vamos caminhar nos próximos anos de analogias e representações que nos têm acompanhado nos últimos trinta anos como o rato, as janelas ou o sistema de ficheiros. O mundo em que o que hoje chamamos PCs (Macs incluídos) ir-se-ão transfigurando, deixando de se assemelhar ao que são hoje para copiarem a interface e utilização de iPhones/iPads/Smartphones.
Teremos um triunfo dos porcos, como na errada tradução do livro de George Orwell.
Não obstante, por todo o entusiasmo que possa ter quanto ao gadget em si, fico perturbado quando penso nas implicações a largo prazo do seu ecosistema fechado (iTunes, App store, iBooks, nada mutável no seu interior) para a forma como as pessoas no futuro vão usar a generalidade dos computadores. Enquanto hoje a maioria de nós está confortável nos pilares actuais dos computadores (teclado, rato, ambiente gráfico baseado em janelas, relativa abertura para mexer no OS e no hardware) daqui por 5 anos toda uma nova geração terá crescido habituada não a essa representação da realidade mas sim uma em que um objecto alvo das interacções está trancado e só pode ser usado de certa e de determinada maneira.
Daqui por 5 anos muita gente terá 7-8 anos de experiência a usar iPhones/iPads/iPod Touch e poderá estar suficientemente habituada à sua forma de trabalhar para aceitar uma progressiva migração dos Macs, por exemplo, nesse sentido. Pensemos nas pessoas que não se sentem confortáveis com os computadores actuais e, por exemplo, miúdos que tinham 8-10 anos quando apareceu o iPhone. São uma mole imensa de pessoas não viciadas nas convenções que hoje damos por adquiridas.
Com alguém - neste caso a Apple - a fazer de gatekeeper desde o momento em que compramos o computador, durante toda a sua utilização e até ao final da sua vida útil. Não é visão que me agrade particularmente.
Não me admiraria que quando chegarmos ao OS 11 o mesmo seja muito mais similar ao iPhone OS do que alguma vez poderíamos pensar.
Neste mesmo sentido, Alex Payne.
Janeiro 25, 2010
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Não há nada como uma app (grátis, pois claro que o barato anda caro) para resolver os problemas de aparente infertilidade de um casal.
Mais detalhes aqui (pontos extra para AS PARTES EM BOLD E ALL CAPS). O mais ridículo da coisa é que o raio da app mais não é que um calendário menstrual. Algo que a procriadora poderia ter feito ela própria numa agenda ou, pasme-se, num google calendar.
Podia, mas não era a mesma coisa.
“It began to weigh heavily on us. We were considering IVF and adoption when Dudley gave me the iPhone for my 30th. I typed in ‘get pregnant’ and downloaded five apps.”
Até admira não ter ficado logo prenhe assim que fez o download das apps. Já agora, porque não chamaram à miúda iLola se tudo se deve aos poderes milagreiros do iPhone?
É por estas e por outras que vivo num chav country.
Janeiro 25, 2010
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Segundo o TechCrunch, Steve Jobs anda a dizer às pessoas próximas que o que quer que apresente depois de amanhã é a coisa mais importante da sua vida.
A única vez que em recordo de ver “rumores” semelhantes antes de um lançamento da Apple foi em 2007 aquando da apresentação do iPhone. The first 30 years were just the beginning, lembram-se?
Janeiro 18, 2010
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Dia 27 estamos todos convidados a conhecer a nova criação da Apple:

Sem grande tagline ficam os borrões de cor e o símbolo da Apple para darmos largas à nossa capacidade de leitura de entranhas de galinha para adivinhar o seu sentido.
A ver vamos se é desta que há iTablete, iArdósia, iAzulejo, iQuadro ou similar. Como dizia há uns dias o Gruber, rumores sobre a tablete nunca morreram ao longo dos anos, mas tanto rumor concentrado vindo de ângulos diferentes é que é novidade.