Sobre o alegado transplante de fígado de Jobs

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Segundo o Wall Street Journal na passada Sexta-Feira, Jobs teve um transplante de fígado nos últimos meses.

O Grubber acha que o timing da notícia não é acidental (ou seja, que ocorre num momento óptimo para a Apple, depois do lançamento do 3GS) e que terá sido alguém dentro do conselho de administração da Apple sem o beneplácito de Jobs a fazer circular a notícia.

Pessoalmente não vejo relação causal óbvia com o lançamento do 3GS propriamente dito. Certo, tal informação é publicada depois do último “acontecimento” público previsto da Apple até ao fim do período sabático de 6 meses que Jobs se auto-impôs. Mas daí a dizer que foi de propósito, parece-me excessivo, especialmente quando Grubber pensa agora que a fonte é alguém do conselho de administração da Apple ao passo que quando defendeu esta ideia achava que o leak tinha sido propositado da parte de Jobs ou alguém próximo dele.

Quanto ao segundo ponto, concordo com os argumentos avançados também apostaria em alguém dentro do conselho de administração (ou perto) a ser o responsável. A ver vamos se alguém se reforma/despede em breve “para passar mais tempo com a família”.

Sobre a notícia do WSJ propriamente dita, confirmar-se-ia então o meu feeling que a razão oficial do afastamento de Jobs apresentada em Janeiro não era verdadeira ou, pelo menos, não divulgava toda a verdade.

Xôoo, Skype, xôooo

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“Communications is at the heart of ecommerce and community,” said Meg Whitman, President and Chief Executive Officer of eBay. “By combining the two leading ecommerce franchises, eBay and PayPal, with the leader in Internet voice communications, we will create an extraordinarily powerful environment for business on the Net.”

Meg Whitman, circa 2005

Não sei se algum de vocês alguma vez utilizou a “feature” da eBay de falar via Skype com o vendedor/comprador, mas parece que o motivo que oficialmente levou há 4 anos a eBay a comprar a Skype sai de cena pela porta pequena.

No site da Ebay é possível encontrar este discreto anúncio onde, singelamente, a empresa confirma que o Skype teve muito pouco uso e como tal vai desaparecer dos leilões.

Do discurso de Whitman em 2005 carregado de chavões (communications at heart!, leading franchises!, leader!, extraordinary,!powerful! environment for business!) pouco resta a não ser a nota de pé de página no site da eBay. Quanto ao discurso propriamente, a sério, quem é que escreve aquelas coisas? Algum licenciado em buzzwords? O mesmo que coloca punchlines nos cartazes de filmes?

Pinta(s) de leopardo

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Daquilo que tenho visto pela net fora (A glimpse at Snow Leopard’s more subtle refinements) só me ocorre dizer. E o resto? Onde está o sumo?

Onde está o que realmente interessa? As grandes novidades ao nível da “canalização” do OS X: Grand Central ou OpenCL. Ou mesmo as mudanças a nível de UI do OS X?

Deve ser um problema meu mas não consigo ficar empolgado com pérolas como uns “renovados” menus de data ou do fuso horário. Para já não falar na possibilidade de partilhar scanners (oiço um bruaaaah de fundo, queixos no chão).

A malta dos leaks bem que podia fazer um serviço melhorzinho…

Pré-posições

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Hoje é dia de publicação das primeiras reviews propriamente ditas do novo Palm Pre (Walt Mossberg aqui, Davig Pogue acolá)

A primeira coisa que me salta à vista no Pre é que a Palm tentou atingir o mesmo objectivo que a Apple com o iPhone, mas à sua maneira, não se limitando apenas a tentar copiar o iPhone para dizer “nós também fazemos X, Y ou Z”. Veja-se por exemplo o facto de ter um teclado físico ao invés de um teclado virtual. Não obstante, a Palm não teve pejo em reproduzir (se copiou ou não, são contas de outro rosário) o que considerou interessante no iPhone, caso do gesto de zoom com dois dedos.

Posto isto o ponto em que me queria focar é na recente notícia (e polémica) de que o Palm Pre é capaz de se sincronizar com o iTunes como se se tratasse de um iPod.

O John Gruber acha que tal feito é um hack, que a Apple não vai permitir que isso continue a acontecer e que é uma medida quase desesperada da Palm. O Daniel Eran Dilger, pelo contrário acha que isto é tudo uma guerra imaginária entre a Apple e a Palm e que a primeira vai reagir a este facto como o fez com o jailbreaking de iPhones. Este último mantém uma posição coerente quando há uns meses defendeu que a afirmação de Tim Cook sobre a protecção dos direitos de propriedade intelectual da Apple numa conference call não era dirigida à Palm.

Onde é que eu estou no meio disto? Bem, mais ou menos a meio. Não tenho dúvidas que se trata de um hack, pois o Pre disfarça-se como iPod para enganar o iTunes. Só isso é motivo suficiente para identificar a medida da Palm como tendo sido feita às escondidas da Apple. Ao contrário do Daniel Eran Dilger, não acho que a Apple tenha qualquer interesse em facilitar a vida à Palm e aceitar de bom grado a sincronização com o Pre. Não vejo mesmo nenhuma vantagem competitiva para Cupertino. É o Pre quem precisa do iTunes e não o inverso.

Por outro lado, também não estou a ver a Apple a cair com um martelo legal em cima da Palm (a não ser que seja para a levar a torrar dinheiro num processo judicial) e pagar as favas com publicidade muito negativa, arriscando de caminho a chamar a atenção para a posição dominante que tem no mercado de leitores de música e gestão de ficheiros associados (mais uma vez, se seria abuso de posição dominante, é tema para outra conversa).

O que eu vejo a Apple fazer é simplesmente com cada nova versão do iTunes, fechar os buracos que a Palm for descubrindo. Iniciando um jogo do gato e do rato, a Palm tem mais a perder quando os seus clientes a cada versão nova do iTunes lhe forem bater à porta porque não conseguem sincronizar com o programa. Reduz a Palm quase a uma empresa de vão de escada que vende hackintoshes.

O Daniel Eran Dilger apresenta como analogia para esta situação o jailbreaking de iPhones. Eu acho que a situação é mais similar ao que se passou em 2004 quando a Real Networks desbloqeou os ficheiros AAC com FairPlay para serem lidos noutro hardware que não iPods (aqui). Sendo certo que a Palm aprendeu a lição da Real e não faz a sincronização de ficheiros protegidos, a verdade é que em ambos os casos a Apple tinha uma vantagem comparativa a proteger. Em 2004, fazer com que os ficheiros comprados na iTunes Store fossem lidos apenas em iPods (facto absolutamente irrelevante hoje em dia), em 2009 garantir que o iTunes funciona apenas com iPods.

Por algum motivo, como bem refere Grubber, a lista de leitores de música digitais que é oficialmente compatível com o iTunes é da idade da pedra (lista aqui).

Encontram algum leitor de música moderno nessa lista? Não. É coincidência?

Bing me up, Scotty

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A única coisa que me apraz dizer sobre o novo motor de busca da Microsoft é que me poderiam ter usado um nome melhor.

Bing é nome de personagem de Friends.

Esperemos que o dito seja melhor que o nome.

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